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Minha amiga Little Hut
POESIAS DE CASA E FAMÍLIA

margardas.gif



TERRAÇO PANORÂMICO!


Do meu terraço, no alto,
contemplo a Mãe Natureza!
Só me falta ver o mar ...
p´ra ser completa a beleza!

Vejo a paisagem distante ...
que em dia meio nevoento
se confunde com o céu;
se as nuvens não leva o vento.

Se ao invés de enevoado,
o céu está limpo e o sol brilha ...
o horizonte é delineado ...
Autêntica maravilha!

As estradas que caminham
na paisagem, rente ao chão,
tem carros que ao sol rebrilham;
una que vêm, outros vão!

P´ra paisagem ser perfeita,
as pontes a completar;
uma à esquerda outra à direita,
podemo-las contemplar.

Deixou de ser 'Salazar',
por outro nome se chama:
é '25 de Abril'!
A outra 'Vasco da Gama'.

Sobre as casas dos vizinhos,
olho à volta, a toda a volta,
em circunferência completa.
Um olhar à rédea solta.

Posso confirmar que a terra,
(como toda a gente conta):
É redonda! -diz o povo
mais esta cabeça tonta.

´Inda tem outras vantagens,
este meu belo terraço;
tomar bons banhos de sol,
pôr físico morenaço.

Pela sua situação,
afundado no telhado,
lá estou como vim ao mundo,
sem o vento indesejado.

Oculta da vizinhança,
resguardado o meu recato,
só se for de um avião
que possam tirar retrato.

P´ra trás, pinhal serra acima.
Dos lados o casario.
Por cima o sol que me cresta.
P´ra baixo, telhas a fio.

Na frente do meu terraço,
encostada à balaustrada,
encontro-me co´a paisagem;
que eu admiro ... Admirada!

E à noite, as luzes são tantas ...
Às cores me parece o mundo.
"Néon" dos publicitários,
anúncios piscando ao fundo.

Luzinhas, são corações!
Cada casa iluminada
tem dentro almas, ilusões
de adultos e criançada.

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Little hut
11/2000
laurabmartins@netvisao.pt



Era uma vez ... '20 contos'

(pedaços da vida)



Vou falar de '20 contos',
para começar a história.
Foi no Natal deste ano.
P´ra uma mãe, foi 'A Glória'!

Nas férias do fim do ano,
a filha veio de visita.
Trazia-me um sobrescrito
e uma prenda bonita.

Quando abrimos nossas prendas,
nessa 'Noite de Natal',
vi que '20 contos' tinha
o sobrescrito informal.

Também para ela havia,
em sobrescrito fechado,
'20 contos' que o pai tinha
para ela destinado.

De mim o pai não quis nada
de contos, do meu dinheiro;
mas, eu economizara
'quase 20' o ano inteiro.

O meu filho que trabalha
e dinheiro não aprecia,
também rondou '20 contos',
prendas que entre nós havia.

Vinte contos transitaram
(em dinheiro português).
Andaram de mão em mão ...
Deus abençoe quem o fez!

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Little hut
3/2001
laurabmartins@netvisao.pt

laura.jpg

"DAMASQUEIRO intrometido"


Na janela da marquise,
está mesmo na minha frente.
Foi lá posto com ciência,
ali, no meio do quintal.
Quem o fez tinha consciência
e sabia que faz mal
ver reflectido nos muros
este sol de Portugal.

Tudo pintamos de branco:
paredes, muros, o q for ...
depois, quando bate o sol ...
ficamos cheios de calor!

Cá dentro, olhando p´ra fora,
se for de Inverno, é bonito.
O DAMASQUEIRO sem folhas,
podado, é bem pequenito.

Mas cresce, na Primavera;
grandes ramos, ´tá imenso ...
não é aquilo que era,
cada vez está mais denso.

Eu olho e só vejo verde.
Nem a visão mais arguta
consegue ver p´ra além dele.
Está cheio de folhas ... e fruta ...
passarada barulhenta,
porque o calor apoquenta.

Por mais que espreite não vejo
muito mais, além do chão.
Que agora a coisa é mais fina;
já estamos em pleno Verão!

Seguidamente, um esplendor!
E já está menos calor!
As folhas que em quantidade
caíram, já deixam ver
o dourado dos pomares.
É o Outono a nascer!

Foi difícil de entender,
o maroto ... e deixar ver
árvores, casas e flores.
Eu gosto muito de verde,
mas espreitei o arco-íris
e vi que havia outras cores!

Chegou, de novo, o Inverno!
P´ra mim, o frio é um inferno!
Mas a árvore, coitadinha,
passa a época de frio
sem seus ramos, cortadinha ...
mando eu e a Natureza!
E mesmo assim, tem beleza!

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Little hut
10/2000


kimba

KIMBA



KIMBA

Seus olhos falam comigo,
têm tanto amor pra dar ...
focinho sobre os meus pés
e uma pata pra ajudar.

Eu sento-me a escrever versos,
falando da realidade ...
ele deixa-se dormir ...
sou a sua felicidade.

Só vive pra me adorar,
percorre o quintal comigo.
Um chichi neste lugar?
Vou-te deixar de castigo!

Ó dona, foi um descuido!
Olha eu! ... Patas prò ar! ...
Está beeem!!! Já não há castigo!
Vamos os dois passear!

A dona tem que sair
e umas coisas pra comprar.
Anda, traz a trela! - e ele,
já vem com ela a arrastar.

Sentadinho e comportado
no carro, à minha direita,
lá está ele do meu lado;
é uma pessoa, perfeita.

Já deixei de passar férias,
de visitar um amigo ...
porque vá pra onde for,
só vou se ele for comigo.

Assim seguimos os dois
há 10 anos, em conjunto.
Pra mim é o mais bonito
e o melhor cão do mundo.

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Little hut
10/5/2001
laurabmartins@netvisao.pt




laura.jpg

sonia

"FILHA MINHA"


Tu, que choravas no meu regaço ...
ao esfolar um joelho ... a testa ... um braço ...
Que foi que te tornou tão arredia?
Não ter tido filha, mais valia!


Assim, eu não contava com alguém,
que em vez de carinho, dá desdém,
mostrando um ar altivo, superiora,
podes-me agradecer, se hoje és doutora!


A mãe que nada vê, nada percebe;
apesar de entender, nada recebe.
A mãe que tudo vê, nada comenta.
Ela está sempre ali, pouco se ausenta.
Surpreendida de tanto ter p´ra dar,
repara que não tem quem abraçar!


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Little hut
8/2000

janela



"JANELA DA MARQUISE"



A janela da marquise
dá prò quintal dos vizinhos
e o meu quintal, nas traseiras.
Dela eu consigo enxergar,
paisagem de mil maneiras.

O vizinho fez a casa,
lá longe ... e pôs entre nós,
(mui bem cuidado pelo dono)
pomar que muda de tom,
Primavera, Verão, Outono!

Ainda falta o Inverno,
que é quando as árvores erguidas,
sem folhas, ramos cortados,
me fazem escrever rimados
pensando nelas floridas.

Outros vizinhos também,
à esquerda deste pomar,
construíram moradia
aonde cresce, sadia,
criança, a rir e a saltar.

Tem atrás num bom alpendre
uma coisa de insuflar:
grande piscina amarela
de plástico, bem singela,
daquelas de encher com ar.

E lá dentro, a criancinha,
brinca na água morninha
de tanto sol apanhar,
nua, de bóia à cintura,
com um balde, a chapinhar.
À direita, tenho a casa
que o meu vizinho constrói.
Porque o dinheiro não sobra,
a pouco e pouco, lá vai
tentando acabar a obra.

Mas, já tem um bom jardim:
laranjeira, limoeiro,
morangos, diospireiro ...
cacto que dá flores vermelhas
que valem pelo ano inteiro.

Nós, aqui, somos assim!
Gostamos todos de terra!
E eu, sempre disse pra mim:
- Se toda a gente cavasse ...
acabava-se co´a guerra!

Mas abaixo, no gaveto,
tem vizinhos divertidos,
(gente que gosta de flores ...),
e "adega" que se transforma
em "boîte", com luz às cores!

Convidaram-me a espreitar,
não tive dúvida alguma.
Nesse dia, por azar,
não tinha festa nenhuma,
não se podia dançar.

A "boîte" estava fechada!
Era o tempo das vindimas!
Como "adega", era diferente!
Põe-se a uva engarrafada
pra dar de beber à gente!

É assim, minha marquise,
clarinha e bem arejada.
Cinco metros de janelas!
Ficam no canto da casa,
vejo tudo pra além delas!

Só falei das três da frente,
inda faltam as do lado.
Essas dão pra uns canteiros,
casa das bilhas do gaz,
e o grelhador ... do assado!

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Little hut
10/2000
laurabmartins@netvisao.pt

















laura.jpg

MINHA FILHA!


A família está dispersa.
A filha em África vive.
No correr da vida vê-se;
foi boa a hora em que a tive.

De narizinho empinado,
olho vivo, pé ligeiro,
foi criada junto à mãe.
Temos um feitio 'gaiteiro'.

Logo de bem pequenina
lutava pelo que era seu.
Berrava se queria algo.
Bom trabalho ela me deu.

Sempre foi boa estudante,
nunca quis explicador.
Estuda! É tua obrigação!
-dizia a mãe com amor.

Os anos foram passando ...
o liceu, a faculdade ...
Enganou-se ao escolher curso;
deu a volta à realidade.

Propôs-nos ir trabalhar,
ganhar em outro país.
Trazer diploma da língua.
Viajar, que sempre quis.

Um ano depois voltou,
com um diploma de inglês.
Conhecia a Inglaterra
e o patrão ficou freguês.

Os donos da casa, tinham
5 filhos pra cuidar
e, escreveram convidando,
minha filha pra voltar.

Ela era a 'baby sitter',
motorista, secretária.
Moça muito ajuizada
e bem pouco perdulária.

O curso estava primeiro.
Candidata à faculdade
particular, em Lisboa,
entrou sem dificuldade.

Teve que arranjar trabalho
(que era caro, sim senhora)
referente ao novo curso,
na área de Tradutora.

Aos fins de semana, foi
trabalhar como ajudante
nas festas de casamento,
para um grande restaurante.

Era a menina da casa
O 'Ai Jesus' dos patrões.
Se alguém se adiantasse,
havia logo sermões.

Logo nas férias desse ano,
partiu. Desta vez pra França.
Voltou a ganhar dinheiro
em família de confiança.

E de novo fez amigos.
E em mais de um curso, diplomas.
Lá foi virando 'doutora'.
Tradutora em 3 idiomas.

É professora de línguas.
Português, inglês, francês.
E não sei mais quantos cursos
que ao longo da vida fez.

Ela sempre trabalhou
para ajudar os seus pais.
Queriam conceder-lhe tudo ...
Não podiam dar-lhe mais.

Companhia agora é outra.
A vida é mais sorridente.
Apesar de muito longe,
eu sinto que está contente.

É assim a vida agora:
Seu caminho 'eles' seguiram
pra África, temos pena.
Meu genro e Sónia ... partiram!

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Little hut
3/2001
laurabmartins@netvisao.pt


























DIOSPIREIRO!



Debaixo dela, sobre um tapete
sentada,
de grandes folhas, duma cor
amarelada,
admiro a árvore ostentando um
colorido
encarniçado. Sinto-me em mundo
perdido!

Ah! Como é bela, das folhas a
cor mudando ...
verde brilhante, laranja,
acastanhando ...
No fim do Verão já mostram tom
meio encarnado;
depois, no chão, um amarelo
esbranquiçado.

Árvore-mãe, perdendo as filhas
desmaiadas.
Ofereceu frutas gostosos,
delicadas.
Agora calma, nua, erguida, bem
podada,
ela descansa. Prepara nova
ninhada!

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Little hut
3/2001