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Minha amiga Little Hut

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HOMENAGEM A PORTUGAL

Estou certa que através destas poesias você irá conhecer Portugal!
São versos e prosas que contam com a criatividade e o amor a terra onde vive Little Hut!
Espero que gostem ...Tanto quanto eu!!!

Esfinge

"O SINO DA MINHA TERRA"
- CASA DE DEUS -


Quem ouviu e não prestou,
por andar em correria,
atenção à voz do sino,
atenção à melodia ...
não sabe aquilo que perdeu!
Nem sabe que se esqueceu
de parar, para escutar
e até cantarolar.

Quem ouviu e não prestou
a atenção que devia ...
quem fechou os seus ouvidos
a tão bela melodia ...
e ousou dizer, de seguida,
que os sinos fazem barulho ...
por certo tem coração
transformado em pedregulho.

Não sei de nada melhor,
p´ra confortar coração,
do que o sino de uma igreja
convidando à oração!

Todos se dando os "bons-dias",
já não se pensa na guerra,
leva os fiéis p´ra igreja,
o sino da minha terra.


Ele desperta minh´alma,
deixo p´ra trás arrelias
o som longínquo me acalma,
chamando às "Avé-Marias".
P´ra pedir por mim, pelos meus,
eu vou à "Casa de Deus"!


E lá rezamos, cantamos,
ouvimos sermão do padre,
encontramos o vizinho
e sorrimos p´ra comadre ...

Por mim, acho que cantamos
de menos, em cada missa.
Deus até ia gostar,
que rezássemos p´ra ele
de uma forma mais castiça.

Vejo outras religiões,
que cantando em harmonia,
rezam e pedem p´ra Ele
tudo com mais alegria.
Não têm missa formal.
E dançam, têm coral ...


Isto de religião,
esperança d´alma e coração,
nos é dado em pequenino,
´inda sem poder escolher.
Mas, como temos que ter,
algo em que acreditar ...
E afinal Deus é só um.
É só Ele e mais nenhum!

Eu acho que me perdi,
conversa é como cereja.
Estava falando dos sinos ...
Lá vou voltar. Assim seja!

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Little hut
9/2000

MARGEM SUL



Setúbal! Neste distrito
eu tenho vivido bem.
Mas quando olho o horizonte
o coração dá um grito,
de tanto bater ecoa,
e as saudades que contém,
vão desfilando na ponte
na direcção de Lisboa.

É Lisboa! Vejam bem!
Capital do céu azul!
E deixei minha Lisboa ...
Vim morar p´ra Margem Sul!

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Little hut
4/2001

"O SINO DA MINHA TERRA"
- Badaladas -

Quando tocava, era tanta,
mas tanta a minha alegria,
que a melodia eu trauteava
pensando até que já estava,
ao pé da Virgem Maria.

Dava a hora, a meia hora,
e o quarto de hora também.
E sempre muito certinho,
não enganava ninguém.
Eu vou explicar como era,
(não quero dúvida alguma),
que este sino transformava
quatro partes em só uma.

Dividimos a canção
em quatro partes perfeitas.
Depois, programa-se o sino
de forma a que as vá juntando
uma a uma, bem direitas.

No primeiro quarto de hora,
dos quatro que a hora tem,
ele toca o primeiro quarto
da melodia escolhida,
e já toca muito bem.

No quarto de hora segundo,
vem o quarto número dois.
Toca meia melodia
e o resto virá depois.

A seguir, três quartos de hora.
E três quartos da canção.
Está quase a hora passada.
P´ra quem estivesse a cantar,
foi cantiga inacabada.

Mas quando badala a hora ...
(só o faz à hora certa),
aí, é que eu gosto mesmo!
Minha preguiça desperta
sem olhar para o relógio.
É só contar badalada;
depois ... cantar melodia,
completa, toda acabada.

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Little hut
9/2000

"O SINO DA MINHA TERRA"
- TOQUE A FINADOS -



Hoje, o sino toca fora
das horas habituais.
Acostumei-me a ouvi-lo,
a traduzir seus sinais.

Alguém morreu. Ele toca
badaladas de seguida.
Tantas quantas tinha o morto
de aniversários de vida.

Hoje, ele toca bem triste ...
Tlim-tlão, tlim-tlão ...
Deixou de bater seguido
mais um triste coração.

Aos poucos foi-se acabando.
Ou seria de repente?
Enfim, deixou de bater
mais um coração de gente.

Na sacristia é velado,
à noite. Todos os seus,
familiares e amigos,
vem rezar junto com Deus.

De manhã, de novo toca
tlim-tlão. É toque de dores.
Cortejo p´ra o cemitério.
Enchem-lhe a campa de flores.

Agora, fala-se assim,
porque ele não está presente:
-Morreu? Que pena, coitado!
Era muito boa gente (...)

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Little hut
4/2001
laurabmartins@netvisao.pt




Cavaleiro para direita












"MINHA CIDADE É LISBOA"



Minha cidade é Lisboa.
Sou orgulhosa "alfacinha"
e lisboeta assumida.
Tenho orgulho em minha terra.
Minha cidade tão querida.

Subimos até lá acima,
ao alto do torreão
do Castelo de S. Jorge;
está Lisboa ali à mão.
Despida de preconceitos,
vestida só com o calor
do sol, do pai Portugal;
junto ao Tejo, seu amor.

É Lisboa feita em duas:
duas juntas numa só,
uma velha e outra nova.
Do alto do seu Castelo,
é fácil tirar a prova.

Os barcos subindo o Tejo.
A Sé, edifício velho.
Novo, o Shopping Amoreiras.
E este sol divinal,
torna as casas mais faceiras.

Do Miradouro da Graça,
vejo ruas estreitinhas;
e a Lisboa vélhinha
com edifícios de traça,
acho que ... Manuelina?

Eu não sou versada em traças;
já são coisas p´ra doutores.
Só quero descrever o orgulho
que tenho em ser portuguesa.
Lisboa dos meus amores!

Praça Marquês de Pombal,
Alameda Afonso Henriques,
a Basílica da Estrela,
mais as novas Avenidas
que comportam casas chiques.

Campo Grande e seu jardim
bonito, para lazer.
Lago e barcos p´ra remar.
Aqui chamamos 'gaivotas'
aos barcos de pedalar.

Adiante a Estufa Fria,
boa em tempo de calor,
p´ra visitar e aprender.
As mais variadas plantas
é sempre bom conhecer.

Na ponte, nos debruçamos,
da "25 de Abril".
Olhamos até à foz
do rio Tejo e abarcamos
toda a Costa do Estoril.

Mais perto, ali a dois passos,
é a Torre de Belém;
assinalando a partida
dos portugueses de antanho
à descoberta do "além".

"Jerónimos" rivalizam
com o Centro Cultural.
Enquadrados na paisagem,
mosteiro e edifício novo
não parecem nada mal.

Esqueci "Parque de Monsanto",
considerado o pulmão
da cidade de Lisboa.
Está menos vandalizado,
o que já é coisa boa.

Mas ... tudo tem um senão!

Quando Deus, p´ra distrair,
fez o mundo, disse Pedro:
-Oh! Deus! Mas há que convir
que tu fizeste borrada!
Tens países com excesso
de água, neve, frio, calor
e aí não falta nada?

Deixa, Pedro! Tu vais ver
o povo que eu lá vou pôr!

Na certa era Portugal!
É um jardim multicor.
Tudo bem equilibrado.
Temos um pouco de tudo
mas, "Zé Povinho" é danado!

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Litle hut
11/2000
laurabmartins@netvisao.pt



















Castelo

"O SINO DA MINHA TERRA"



Um dia, o sino enguiçou.
Foram semanas e meses.
Que o sino, tal como nós,
também tem os seus revezes.


Eu, andava um pouco triste.
A modos que ..."fora de horas"!
Faltava-me aquele toque
que comandava o meu dia,
sem me perder com demoras.


Eu, andava um pouco lenta.
Vida desorganizada.
Sem o sino a comandar,
vida de dona de casa
era mais atarefada.


Ao contar as badaladas,
fazia contas à vida:
se podia descansar
ou, tinha que ir, de corrida,
p´ra casa fazer jantar.


Mas, eis que o sino voltou!
Porque o pároco teimou
e em voz alta, empertigado,
logo ao povinho afirmou
que ter um sino a tocar,
não é coisa do passado.


E eis que o sino tocou,
com energia dobrada!
Tem a voz mais afinada,
de melodia trocou,
esta é bem mais animada.


Já estou de novo a ouvi-lo!
A tocar, a repicar ...
Querem lá ver?
Já são horas de irmos p´ra casa ...
Almoçar!


Parece uma coisa simples,
simples acontecimento.
Para mim, foi importante;
deu aso a este momento.


É que os sinos, são tão velhos ...
Tem em todos os países.
Se muita coisa voltasse ...
seríamos mais felizes!


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Little hut
9/2000
De melodia trocou