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Minha amiga Little Hut

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BEM HUMORADAS

TUDO PARA LITTLE HUT PODE SER TRANSFORMADO EM POESIA...
ESTA É SUA CAPACIDADE QUE CONSIDERO ADMIRÁVEL!!!!
ATRAVÉZ DE SEUS VERSOS EXISTE A CAPACIDADE DA DESCOBERTA...
FAZ COM QUE O LEITOR PERCEBA AS DIFERENTES FORMAS DE VER E SENTIR COISAS DO DIA A DIA..
AQUI SELECIONEI AS POESIAS DESTA CATEGORIA QUE MAIS GOSTEI!!
ESPERO QUE VOCÊ GOSTE TAMBÉM!

Separador horizontal 30

AQUILO!

?

Ai, mas que grande chatice!
Que grande complicação!
Andas sempre atrás e mim
e eu sem te querer dar
AQUILO que as outras dão.

Estás sempre a ver se me apanhas
e me jogas num colchão.
Oh! Homem! Vai-te matar!
Há muito quem queira dar
AQUILO que eu não dou, não!

AQUILO, em ti se adivinha.
da camiseta ao calção.
Desde o vestido à calcinha,
eu até faço strip-tease
na tua imaginação.

Sentindo esse olhar escaldante
tirando a minha roupinha,
do casaco até à bota,
eu fico nua, em pelota,
com AQUILO nuazinha.

Tu não pensas noutra coisa,
confranges-me o coração.
Eu gosto do meu sossego;
quanto mais tu queres AQUILO
mais eu guardo o 'meu segredo'.

Eu soube, muito por alto,
que as conquistas do teu rol
se vêm acumulando;
AQUILO contabilizando
e já parece um lençol.

AQUILO, é conta p´ra ti.
Esse amor eu não concebo.
Nada tenho p´ra te dar,
pára de me chatear.
De amor ... isso, é um arremedo!

Andas a ver se me caças,
p´ra fazer o gosto ao dedo.
Estás a ver se me conquistas,
as jogadas 'tão previstas,
AQUILO não me dá medo.

Eu contigo não passeio.
E à noite, não vou sair.
Fujo do apartamento,
carro, motel, um tormento:
D'AQUILO eu quero fugir!

Não sabes 'ver sem mexer'.
AQUILO, está nos teus olhos.
És mesmo como o ditado;
-Vê lá se está sossegado,
que há para aí 'disso' aos molhos!

Disfarço, olhando p´ra rua.
Já vens pegando na mão.
Tu és bem insinuante,
se me descuido um instante,
AQUILO é a solução!

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Little hut
3/2001

Seta pequena para direita 23

Ginástica? Não, obrigado!

Sou preguiçosa, comodista e muito chata!
Do exercício, eu fujo: -Tenho uma 'lata'!
Assim transformo a minha vida num inferno.
Tento desculpas: o trabalho, o Verão, o Inverno .,..

Neste momento, eu sofro com a coluna.
Em mar de dor, eu vogo qual uma escuna
que balanceia, se eleva, caindo a pique;
enquanto a dor não permitir que eu me estique.

Mas que maçada, estar p´ra aqui toda dobrada.
A anca ao lado, espinhela desalinhada.
Quero respirar, tenho falta de ar no peito ...
vou pendurar-me para ver se me endireito.

A minha máquina, um pouco enferrujada,
prega partidas, deixa-me desolada.
Pura desculpa p´ra acreditarem em mim,
digo: -Da idade? Não, eu sempre fui assim!

Como se aos vinte, ombros direitos, sem achaques
olhos pintados, saltos altos, sem ataques,
eu estivesse sem as costas bem escorreitas
e me torcesse assim, sujeita a estas maleitas.

Oh! Minha amiga! Como podemos mentir! ...
Dos sessenta anos, todos queremos fugir.
Ainda tenho, de bónus, mais uns três anos;
serão melhores com 'regimes espartanos'.

Vou prometer pouco comer, fazer ginástica;
já está na hora da resolução ser drástica.
Tentar dieta, ir ao ginásio ou nadar ...
fazer de tudo p´ra coluna endireitar.

Talvez assim, com redução do 'fim das costas'
Possamos ir p´ra os sessenta anos, bem dispostas.
És nova e magra, mas eu mostro-te o caminho,
se insistires em pôr manteiga no pãozinho.

Come de tudo e vive com parcimónia;
verás que assim o fim da vida é outra história.
Respira bem, sem stress, toca alaúde ...
Dirão de ti: «que morreu cheia de saúde».

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Little hut
1/2001

Separador horizontal 30

Mais vale guardar... 'NA GAVETA'


ora bolas, p´ra o negócio!
Que se dane a invenção!
P'ra os bichos ou p´ra os humanos,
é uma grande frustração.
Nada é como antigamente,
que era tudo mais real;
o que é nosso funcionava,
dava muito mais prazer
e era tudo "ao natural"!

E foi preciso "uma equipa"
p´ra tal coisa discorrer!...
Estamos feitos nesta vida!
Tiraram-nos "aquele" prazer
que tínhamos procriando
duma forma "artesanal ".
Deixemos correr o tempo!
Deus, castiga-os! Não faz mal!

Então, mas agora temos,
ovelha que sai não sai?
Se os genes não arquivamos,
nada sabemos do pai!
Nasceu o cordeiro "Doli"!
E agora, p´ra toda a gente,
há copo de água "em vez de ..."
quem não gostar que se aguente!

E a Doli, com ar matreiro,
diz p´ra o marido carneiro
não atinar co´a razão,
da mãe, com ar infeliz,
ter dito que nunca quis
deixá-la sem explicação
por sobrenome não ter.
Era por pai não haver!

Se Deus já pôs neste mundo,
homem e mulher a par,
não foi p´ra numa proveta
os descendentes "chocar"!
Já esqueci quem inventou,
uma tal monstruosidade.
Gostava de lhe lembrar
que o tal "acto ao natural",
no mundo nem tem idade.

Um pensamento me assalta,
deixa-me na incerteza.
O que é feito das noitadas,
bem passadas, em beleza?
Como é que agora fazemos
"bebés dentro de proveta"?
Não usamos o que é nosso?
Mais vale guardar ... na "gaveta"!

Recordar era preciso,
à "frígida" cientista,
que não somos como ela.
Queremos sair dessa lista!
Recordar era preciso,
ao cientista bandido,
que nem todos neste mundo
andamos como ele ..."caído"!

O nascimento da Doli
trouxe ao mundo inquietação.
Ver pendurado no talho,
ou bem guisado no tacho,
talvez vendido a retalho,
ou transformado em capacho,
anunciado em leilão! ...
"O tal objecto caído"
e fulcro desta questão!

Como em filme de terror,
nos faz medo e arrepia,
pensar "não servir p'ra nada"
o que antes "tão bem servia"!
P´ra terminar este assunto
e ir esquecendo a saudade,
eu vou montar fabriqueta
de "cintos de castidade"!

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Little hut
9/2000

Separador horizontal 30

Truz, truz!


Meu computador é novo,
teve pequeno problema.
Trabalho com o Outlook
e parou-me esse sistema.

Chamei técnico da loja;
ele veio prontamente;
mas, não era o do costume ...
o outro estava doente!

Confiada no rapaz,
deixei-o só, no escritório;
sem pensar que preparava,
do meu trabalho, "o velório"!

Pedi-lhe um novo programa,
(até fazia sentido),
desde a compra do objecto
que me estava prometido.

Mas, eis que retorno e ouço,
o tal "técnico" dizer:
«As "drives" não aparecem;
algo está a acontecer»!

Sei lá o que são as "drives"!
Só me falam em inglês!
Não terá correspondente
p'ra palavra em português?

O programa estava bom,
era até bem funcional.
O tal "MILENIUM" falava
minha língua nacional.

A questão era "o trabalho";
tudo que eu tinha apurado,
horas de sono perdido,
na Internet pesquisado.

Os meus poemas voaram,
'Pégasus' à rédea solta.
Se o meus amigos os virem ...
peço que os mandem de volta!

"Eles" são como meus filhos,
do meu espírito nascidos.
E não há maior desgosto
que ver os filhos "perdidos"!

Também as "minhas imagens"
se sentiram desprezadas;
postas fora do arquivo,
foram-se "eliminadas".

As fotos dos meus amigos ...
e-mails de prosa curtida ...
Desembestaram, sumiram ...
Jamais os verei, na vida!

O tal rapaz, inconsciente,
sem me dizer coisa alguma,
tinha formatado o disco.
Não tenho coisa nenhuma!

Pensar que, nessa semana,
eu já tinha destinado
comprar CDs, gravador,
p´ra ficar tudo guardado!!!!

Truz, truz!
Bateram-me à porta!
Era o azar, fui abrir.
Pus o "técnico" na rua.
Ficou-se o Diabo a rir!

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Little hut
1/2001
laurabmartins@netvisao.pt

Separador horizontal 30

Pôr-do-sol; Tamanho real=300 pixels de largura

"A COBRA"


Passaste por mim na rua.
Passaste, toda dengosa.
E eu fui olhando e pensando:
que "cobra" mais sinuosa.

Dás nas vistas, acredita,
talvez pelo teu vestir.
Mas, queria ver-te sem roupa.
Queria poder-te despir!

Se sem esses artifícios,
(que tu usas p´ra agradar),
nua de corpo e de alma,
só consegues "sibilar".
Se falas, ou se murmuras,
gostava de constatar.


Se quando abres a boca,
o que escorrer, é veneno.
As palavras engolidas,
por esse teu corpo obsceno.


Tu és "cobra" em ziguezague,
nesse teu jeito de andar.
Assim, deslizas na rua.
teu hobby é "dar o bote",
desprevenidos "caçar";
um após outro, num lote,
sem nunca mais acabar.

Quem te fez assim, foi ele?
Aquele que foi embora
e te deixou, nessa hora,
com o destino traçado?
Ou foi a maldita vida,
a pobreza denegrida,
que te deixou nesse estado?

É que as "cobras" como tu,
a gente não sabe bem,
se se perderam de amor
se por não terem vintém.

Noutros tempos, o "vintém",
estava muito bem cotado.
Agora já não se usa,
"três vinténs", é desusado.

E fico a ver-te, pensando:
Não invejo a tua vida!
Eu sou forte, vou andando;
o meu pouco, vai chegando,
e de ti ... estou condoída!

Conselhos, não te vou dar.
Também, não ias ouvi-los.
Hoje, tens carro, um andar ...
mas, já não sabes sonhar ...
Os homens, queres agredi-los!

Tem perdidas, por aí,
(das quais muita pena tenho),
que só p´ra terem dinheiro,
põem em prática engenho
capaz de bradar aos céus.
E os homens, são sempre os réus!


Estarão elas co´ a razão?
Eu não digo sim, nem não.
Mas, se os homens bem pensassem,
e a oferta não aceitassem ...
De que lhes serve uma oferta
se ela é paga e sem valor?
Talvez por isso, o amor,
está baixando as cotações.
E há um ditado que diz:
"Vês caras, não corações".

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Little hut
9/2000