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Minha amiga Little Hut

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NOVAS POESIAS

laura.jpg

Castigo!




Na prisão me colocaste,
puseste-me de castigo.
Muros altos levantaste,
quase acabaste comigo.

Disseste ser p'ra meu bem,
do mundo me proteger.
Não se faz isto a ninguém ...
assim, mais vale morrer!

P´ra quê, cortar minha asa?
Deixa-me sair p´ra rua!
Queres ver-me fechada em casa;

eu, sou signo caranguejo.
Ao ninho volto com a lua,
ando de lado, rastejo!

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Little hut
4/2001


laura.jpg

Fragilidade? = MULHER!



Perdi meu jeito de ser:
Fragilidade - MULHER.
A noção do meu lugar
desapareceu por completo.
Não sei onde possa estar.

A vida modificou-me.
Era doce, feminina.
A voz quente, de tom médio,
fazia com que ao telefone
começasse o meu assédio.

Olhos e corpo bonito.
Bem que enfrentava problemas;
os homens me incomodavam
e na rua era seguida.
Feitos patetas me olhavam.

Os anos foram passando.
Como todas ... namorando.
Depois ... eu me transformei!
Que fiz eu da minha vida?
Foi o desastre! Casei!

Por via das circunstâncias,
fui-me aos poucos transformando.
(Mulher que eu pensava ser ...?!??!!)
Por não ter quem o fizesse,
tudo aprendi a fazer.

Veio o desentendimento.
Más palavras, azedei
e a voz endureceu.
Sou menos mulher que homem;
fruto do que a vida deu.

Nasceram zangas e filhos.
Um p´ra lá, outro p´ra cá,
vivemos costas voltadas,
mas, juntos, na mesma casa;
porque o vil metal não dá.

As mãos foram calejando.
O corpo perdeu requebros,
cintura fina, engrossou.
Óculos tapam-me os olhos.
Até minha voz mudou.

Os meus vestidos compridos,
as unhas longas e finas ...
mãos tratadas, que saudade!
Já sou quase mestre de obras.
Foi-se-me a fragilidade!

Agora, calças compridas,
sapatos baixos, sem salto.
Já não sou menina querida,
EU sou mulher de trabalho.
Tomei as rédeas da vida!

Periferia da vida!
Deixei a alma sonhar;
pouco ou nada convencida
que aquilo que estou vivendo
VIDA se possa chamar.

Maravilhosos 20 anos!
Que saudades de outro tempos!
Radiosa mocidade!
Vou escrevendo os meus poemas,
para enganar a saudade.

A nova oportunidade
todo o mundo tem direito;
mas, eu, d´ HOMENS já estou farta!
Marido, patrões e pai ...
"A SÉRIE VEM COM DEFEITO"!

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Little hut
3/2001








laura.jpg

Guias cortadas ...


Pudeste cortar-me as guias,
minhas asas já não servem.
Restam-me só estas vias,
comuns a todos que escrevem.

Teimei em manter-me viva
Enquanto escrevo em segredo
Não posso estar inactiva,
definho no meu degredo.

Na minha escrita revivo,
p´ra que os meus gritos se soltem.
Tenho têmpera de ferro!

Eu continuo no activo;
esperando que as guias me voltem,
nos meus poemas me enterro.

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Little hut
4/2001